sábado, 14 de janeiro de 2012

Caridade.

Dois homens vieram a morrer; Deus havia dito: Enquanto estes dois homens viverem, serão colocadas em um saco cada uma das suas boas ações e, na sua morte, serão pesados esses sacos. Quando estes dois homem chegaram á sua hora derradeira, Deus fez trazer estes dois sacos; um estava grande gordo  bem cheio, ressonando o metal que o enchia; o outro era muito pequeno e tão fino que se via através dele as raras moedas que continha; e cada um destes homens reconheceu o seu; Eis o meu disse o primeiro; eu o reconheço; fui rico e dei muito. Eis o meu, disse o outro; sempre fui pobre, ha! eu não tinha quase nada a partilhar! Mas Oh, Surpresa!  os dois sacos colocados na balança, o mais gordo tornou-se leve e o pequeno se fez pesado, tanto que dominou em muito o outro lado da balança. Então Deus disse ao rico: Deste muito, é verdade, mas por ostentação e para ver o teu nome figurar em todos os templos do orgulho, e, além disto, dando não te privaste de nada; vai para esquerda e estejas satisfeito de que a esmola te seja contada ainda por alguma pequena coisa.  Depois disse ao pobre: Deste bem pouco, meu amigo; mas cada uma das moedas que estão nesta balança representa uma privação para ti; se não deste esmola, fizeste a caridade e, o que há de melhor, fizeste a caridade naturalmente; sem pensar que te seria levada em conta; foste indulgente; não julgaste o teu semelhante ao contrario, desculpaste todas as tuas ações; passa a tua direita e vais receber a tua recompensa.
(UM ESPIRITO PROTETOR, Lião, 1861)

Retirado de:  O Evangelho segundo o Espiritismo 

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